quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O DELINQUENTE E O CÁRCERE

Sendo bem direto e sucinto ..

Estive refletindo sobre o sistema carcerário brasileiro, nesta semana, cheguei a uma ideia fática, qual seja que: a prisão é uma mera continuidade (ainda pior - enfase) do que era a realidade do marginal em convívio social. Ou seja, ele é retirado de uma realidade fática, qual seja a criminosa de sua natureza corrompida e a própria do seu habitat natural, junto da sua comunidade carente/bairro pobre, e jogado a uma comunidade "privada" onde só há um universo a ser respirado e compartilhado - o crime e as desgraças particulares de cada membro daquele metro quadrado. É dizer que, quando este permanece em liberdade, pratica seus atos criminosos por mera conduta motivada pelo meio em que vive, o famoso "meio de se virar" para manter uma identidade cultural - mesmo que as avessas, de forma que atinge seus prazeres mais íntimos por meio dos atos ilícitos que promove gratuitamente, contra a sociedade no geral. Por fim, o cárcere somente serve para tira-lo de operação ostensiva por um curto tempo. E, ao passar suas férias nesta condomínio de luxo que o Estado oferece estadia, ele se pós graduará em diversos cursos que o ensino do crime organizado o proporcionará. Razão está que tornar-se-á quase uma missão impossível, o Estado Ressocializar um delinquente, tendo uma forte concorrência promovida pelo instituto de formação de criminosos S.A - CRIME ORGANIZADO!

Moral da história: devemos primar pelo laxismo penal? Conceder a liberdade a um criminoso, sem visar a punição como forma de repressão? Diretamente, devemos deixar todo bandido em liberdade? DIGO NÃO! O Estado precisa torna-se forte para empenhar-se na batalha pro educação social, cumprindo com seu verdadeiro ASSISTENCIALISMO, e investir em reformas no quadro carcerário, de maneira que, paralelamente, o crime organizado (que comanda os sistemas carcerários) seja combatido a ferro e fogo. Pois não há possibilidade de fazer frente concorrente a um Estado paralelo, INIMIGO DIRETO DO ESTADO, que tem mais a oferecer a um desgraçado social, que o próprio Estado federativo que é parte criadora deste ser corrompido.

Não sendo prepotente, mas digo que o contrário do que eu disse, é mera politicagem barata e senso comum primando pelas aparências do politicamente correto. PRECISAMOS PENSAR ALÉM DO QUE QUEREMOS APARENTAR SER, CRIANÇAS!!!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A FALÁCIA DO PRESO LITERÁRIO

"O Instituto Avante Brasil fez um levantamento do perfil dos presos em atividade educacional hoje no país. Menos de 10% presos em todo o Brasil estudam.
Conheça o levantamento e descubra quais são os estados com melhor e pior desempenho em educação dentro presídios."  fonte: http://atualidadesdodireito.com.br/iab/mapa-da-violencia-carceraria/presos-em-atividade-educacional-no-brasil/


Penso que, no caso dos presos, o trabalho seja uma fonte poderosa para a regeneração da sua mente corrompida. Um livro de Machado de Assis, por exemplo, não acrescentará em nada na vida de um preso (salvo raras exceções). Ou seja, não o despertará para o bem que todo bom livro literário traz, implicitamente, em cada linha discorrida. Tenho a convicção de que o trabalho traria à dignidade perdida (ceifada pela sua aderência as práticas criminosas) ao criminoso, tanto mais que apenas um livro.

O preso precisa trabalhar diariamente. Uma mente criminosa não está preparada para uma vida intelectual monótona, o famoso ócio produtivo. NÃO. Seu estado primitivo adquirido graças a delinquência precoce, transforma a sua oficina nos dizeres "mente vazia é oficina do Diabo.". Ele necessita TRABALHAR! -trabalhar para se libertar; trabalhar para ocupar a sua mente com atividades que revigore seu corpo físico e mental, de forma que aprenda - diariamente - o valor da dignidade humana. Pois nesta linha, já disse Ronald Reagan "O melhor programa social que existe, se chama emprego.." - Ou seja, o trabalho gerando o emprego. Uma ocupação útil ao ser delinquente.

É necessário que haja um cansaço mental e físico, nestes seres predispostos ao crime; é necessário que o criminoso que cumpre determinada pena, em regime fechado, sinta-se útil: laborando, pensando e criando - e, para isso, só o trabalho resolve a problemática. Coloque-os para plantar grãos, pra que sintam o prazer de colher seu alimento. Coloque-os para cortar madeira e montar algum móvel, numa jornada de 8h diárias dentro de "colônias" de trabalho para prisioneiros" - tenho plena convicção de que darão valor à vida a partir do momento em que criam pertenças úteis para sua vida, e adquirem uma formação!

Isto não seria um trabalho forçado, até porque diante do cenário em que se encontram os presos - o ato de trabalhar somente seria encarado como algo forçado, caso o subjetivo do mesmo já fosse, a priori, contrário as atividades a ele impostas como uma ferramenta revolucionária para sua ressocialização. No mais, me digam quem nesta vida nunca fez, ou faz, algo por conta de uma obrigação?

Sim! - No mais das vezes encaramos uma obrigação como algo forçado; há uma força invisível (poder da lei, sanções morais da sociedade ...) que nos mantêm presos a determinadas condutas que, quando não cumpridas, nos transformam em pessoas menos queridas pelo nosso ordenamento jurídico-social. Ou seja, se desta discordância viermos a nos tornar delinquentes, sairemos da condição igualitária de cidadão social, para Inimigo da Sociedade. Conclusão: digam o que quiserem, mas tudo nesta vida é uma questão de adaptação. Pois todo homem é predisposto, naturalmente, ao bem e ao mal. Vivemos em uma sociedade puramente normativa e, senão por vontade, será por Obrigação que os presos terão de trabalhar; pelo bem social futuro, e pelo seu próprio bem atual e futuro (próprio da sua ressocialização).

É certo que todo o sistema prisional brasileiro, carece de severas reformas quanto a sua infraestrutura de forma geral. Mas é preciso que ideias comecem a serem postas em prática, para que este caos prisional não continue sendo uma bomba relógio prestes a explodir. Não é justo, ao menos no conceito de justiça social - sentimento de justiça  e segurança - que um traficante de drogas receba vários benefícios, ao longo do cumprimento da sua pena, cujo objetivo estatal é fazer com que ele  passe um curto período no sistema fechado, a ponto de logo ser transferido para o semiaberto, e lançado, mais uma vez, ao convívio social - sem antes ter aprendido os valores que o Estado não foi capaz de gerar, para ele, quando teve sua primeira oportunidade de se formar um homem livre e moral, dentro do ordenamento social. É necessário um investimento prisional interno, para que a prisão não seja uma mera continuidade do que é a nossa sociedade.

Digo que a leitura em si não resolve. Eles precisam aprender a interpretar pela prática, não pela teoria. De que adianta dar um livro a quem não o sabe interpretar? - Há de se levar em consideração que a literatura, filosofia, sociologia e demais instrumentos didáticos não fazem e nunca fizeram parte da vida do preso. Claro, nunca é tarde para começar, porém jogar a goela abaixo algo que até mesmo para mim, estudante por natureza, é algo de difícil compreensão (no sentido: ler, compreender e aplicar o que aprendi ao meu dia a dia) quem dirá para um preso que, muitas vezes, é um semianalfabeto? - Talvez a associação tridimensional: religião, estudos e trabalho sejam a premissa fundamental para iniciar o tão sonhado processo de ressocialização do preso. Pois a religião tem influência direta na lapidação do ser humano, errante ou não. O trabalho dignifica e o estudo edifica!

Não podemos nos esquecer que, somente a prática do estudo, gerara o fenômeno da ociosidade natural . No mais, duvido muito que se formarão doutores dentro dos presídios. SALVO RARAS EXCEÇÕES. Para tanto, sustento que o criminoso precisa Trabalhar e aprender lições puramente religiosas, para se afixarem a uma nova realidade. Quem carece de livros são os jovens das escolas públicas. Eles, sim, necessitam aprender a importância da leitura; não um delinquente em potencial e já corrompido pelo meio, que carece de instrução religiosa, laborativa e psicoeducacional, num sentido amplo, para recuperar sua dignidade perdida. Por fim, se quiserem, que eles tenham os livros! - mas como uma atividade de lazer após terem cumprido seu árduo dia de trabalho. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CONSUMISMO SOCIAL - ALGUMAS EXPLICAÇÕES

Se faz mister nos aventurarmos pela geografia e sociologia, para tomarmos a ciência de um fenômeno que grassa na sociedade Brasileira. Independente de expressões generalizantes, que rotulam  países como desenvolvimento ou países desenvolvidos, é certo que há uma ligação direta entre os mesmos. Qual é o nível da independência do menos desenvolvido para com o mais desenvolvido? Em que a potência de um, interfere diretamente na permanência do outro neste estado de inferioridade, chamado de subdesenvolvimento, ou, mais atualmente, chamado países em desenvolvimento?

Vale a pena reforçar a ideia de países desenvolvidos e países em desenvolvimento, para iniciarmos a nossa crítica construtiva. Façamos um quadro comparativo:

O sistema predominante que comanda a economia mundial é o Capitalismo. A ciência econômica deste, amiúde, baseia-se nos fatores: Produção e Consumo para determinar em qual "bloco" pertencerão o país. (ressalto que esta é uma das formas de avaliar, sendo que - alimentação, saúde, educação, dependência financeira, tecnologia etc. também são indicadores).
Com este dado exposto, podemos comparar dois países subdesenvolvidos(ou em desenvolvimento):

O Brasil (América do Sul) é um país industrializado. Mali (África) ainda não é um país industrial. No entanto, ambos são classificados como países em desenvolvimento - estão no mesmo bloco, mas em posições diferentes (famoso ranking do menos pior). Além da comparação a respeito da industrialização, é  inegável a disparidade nas questões socioeconômicas entre eles, bem como o desenvolvimento científico e tecnológico. Já que o educacional não podemos entrar muito em detalhes, já que o Brasil está longe de ser um exemplo.

Deveras o Brasil esta em um nível superior em relação a Mali, porém, os problemas que agravam a situação destes dois países, também são realidade nos países Desenvolvidos. Contudo, a força monetária que eles (países desenvolvidos) ostentam, a exemplo EUA e Países membros da união Europeia -  torna-os, de certa forma, privilegiados e estáveis internamente. Sem contar que os índices de corrupção por parte dos seus governantes (desvio de verba da educação, saúde, combate a pobreza) é um diferencial importante para manterem-nos em franco progresso. Tais realidades os colocam no palco do cenário mundial como "Ditadores da Economia e seus Valores".

As empresas multinacionais (transnacionais) pertencentes a quaisquer que sejam os setores de produção e venda, ganham maior notoriedade nos países em desenvolvimento. Sua relação intrínseca ao capitalismo, e a sua ligação direta com as grandes nações (matrizes das filiais no estrangeiro), colabora com o processo de Alienação Cultural, - no qual o consumidor conquista um pseudo-status-poder ao adquirir certo produto de uma loja "x" que vende a marca "y". É a famosa Rotulação. Como se o ser humano perdesse a sua cultura pátria, passando a se comportar e vestir, de acordo com o status-poder gerado pela ostentação de determinada marca/produto.  Podemos denominar isto de Processo de Aculturação condicionada pelo meio.

A máquina capitalista avança demasiadamente,  e quanto mais se produz, mais se consome, e mais se vende e mais se lucra. Lucro este que não é repassado para o ambiente econômico do país subdesenvolvido que comporta tais empresas de prazeres estrangeiros. Mas trata-se de uma mera exploração da mão-de-obra nacional barata, para a produção e venda, para os mesmos que produzem, cujo lucro é totalmente agregado aos senhores do engenho dos países desenvolvidos.

 As empresas competem, incessantemente, entre si, em busca dos consumidores, e incentivam a compra através de "novas manias sociais" – famosas “modinhas” - que ganham o devido espaço na sociedade, graças a intensa e massificada propaganda pro consumo. E neste ritmo frenético, a cada dia aumenta o número de adeptos ao sistema Ditado pelas grandes potências internacionais, que exploram o nosso país, ludibriando a mente fraca dos consumidores através da criação massificada de ídolos, gerando um fenômeno quase irreversível, muito parecido com a escravização - que se alastra em nosso meio social em liberdade. Talvez se todos tivessem uma educação qualificada, capaz de distinguir o que lhe é necessário, e o que lhe é superficial (famoso império do efêmero) – certamente a realidade econômica-social estaria caminhando com passos mais rijos - neste solo usurpado!   


Portanto, esta mais que comprovado que o consumo das mercadorias que circundam (em maioria supérfluas)  representam prestígio, ou Status, para quem as compram. E este fato decorre dos VALORES estabelecidos por um sistema que procura, por todos os meios, fazer-nos crer que: "TER" no sentido de possuir bens, é mais importante do que "SER" – ou seja – a nossa representação como pessoas racionais que se limitam ao necessário, e se apraz com o prazer suficiente para a diversão em hora certa.

Em resumo, a máquina capitalista que rege a sociedade de consumo. E esta insiste em ditar que: a pessoa que adquire determinado produto (roupas de marcas famosas, carros luxuosos, moradias em zonas privilegiadas) É UMA PESSOA DE SUCESSO! – eis a palavra chave para atrair a nascente classe média que almeja desfrutar de todos os prazeres que a frágil estabilidade econômica, podem lhes garantir.

O que não é bem verdade. Afinal -  Os indígenas, a exemplo, vivem em uma organização social totalmente diferente  do nosso sistema (isto é, digo os indígenas verdadeiros. Silvícolas. Primitivos. Não aqueles que assistimos na TV falando português refinado, andando de Hillux e brigando pelo “direito” de venderem os créditos de carbono rs..). Enfim, Para eles, os verdadeiros indígenas, nada disso que vivemos faz sentido. Claro – entendo que seja muito forte comparar a sociedade atual, com a indígena. Mas quero expor que , eles, apesar de não serem manipulados por esse sistema da sociedade de consumo, ainda, assim, possuem suas necessidades básicas, tais como: alimentar-se, cuidar da saúde, manter sua cultura (educação), sua unidade familiar e comunitária.

No meio deles, não há a ostentação pelo consumo, e nem os desperdícios de produtos - fato que é muito contrário da nossa realidade. Nós (a maioria, ao menos) não conseguimos evoluir apenas com as necessidades básicas, e buscar o real sentido de SER e não apenas APARENTAR SER algo, ou alguma coisa. De fato acabamos nos Coisificando, quando envoltos por luxos e extravagâncias.

É claro que essas comunidades indígenas, ou demais que assumam tais características citadas, são consideradas subdesenvolvidas pelo sistema capitalista, que visa grande produção massificada de produtos de consumo, visando atingir o íntimo de determinados grupos – que acabam por se render a esta ostentação gerada pelos bens adquiridos, tornando esta aparência coletiva a sua Identidade Cultural.

Cabe a nós fazermos a seguinte reflexão, a respeito destas imposições de valores: Será que o conceito de país Desenvolvido e Subdesenvolvido, e as regras que qualificam um Estado em um, ou em outro bloco, necessitariam ser reavaliadas? Se por acaso estamos sendo escravizados, não seríamos nós quem estaria nos prendendo as correntes do consumismo?

Talvez devêssemos analisar as reais necessidades básicas que carecem os países em desenvolvimento. Quais sejam as fundamentais e conhecidas, como Educação, Saúde, Segurança, infraestrutura, incentivo em pesquisa e tecnologia, etc .. etc.. Compreenderíamos o nosso núcleo a partir daquilo que realmente nos falta. Aquilo que nos é imprescindível. Valores que nós mesmos fizemos questão de apagar da nossa raiz Cultural.

O nosso dom de enxergar e sentir, e não apenas imaginar estar num estado de bem-estar social.


Portanto, deixo aos caros leitores, uma dica pessoal:


Consumir é legal! - Mas devemos ser prudentes. Devemos pensar, de maneira geral, naquilo em que adquirimos, e avaliar se realmente nos era necessário, ou superficial. É difícil falar sobre relações de consumo e sociedade, mas devemos nos esforçar para tentar compreender este fenômeno e domina-lo da melhor maneira.

Olhar com os olhos da prudência, e questionar-se: Estou desperdiçando dinheiro? Porque devo comprar isso? - Pensem no coletivo, pense pela sociedade. E não apenas no seu egoísmo. Não permitam que esses valores viciosos e midiáticos, corrompam o que você deve ser como pessoa. Transforme a nossa sociedade mudando os seus conceitos pessoais de vida. Aprenda e valorize o verdadeiro significado da palavra: VALORES.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

SOFOCRACIA DEMOCRÁTICA BRASILEIRA

Peguei-me pensando no modelo político que Platão eternizou, com a maestria que lhe é muito peculiar. Dentre tantos conceitos e teorias, tomei emprestado, deste grande Filósofo Pensador, a Sofocracia como respaldo para as minhas associações, com a realidade Brasileira. Que de ontem para hoje, nada mudou!

Assim como Platão, me posiciono contrário à Democracia. Sim! Por quê? – Pois a democracia prima pela aparência e leva ao caminho da Demagogia esclarecida. E se analisarmos, esta característica política é deveras comum em nossa sociedade. De maneira que a manipulação é o principal meio que os nossos representantes se utilizam para atrair a sua manada eleitoral

Entre um. Entra outro. E a receita deste bolo caótico, não muda! – É sempre a mesma oratória vazia eivada de estratagemas fúteis, que servem apenas para persuadir essa grande massa alienada, que acredita viver em um país JUSTO - sendo que - através desta maquiagem democrática e manipulatória, o povo fica cada vez mais incapaz de adquirir o senso crítico, visando atingir a CIÊNCIA POLÍTICA.

Quando cito a palavra Justo, como no trecho supracitado, é de imediato a reflexão “O que é viver em um país justo? Numa explicação simples, digo que Justo é aquele que conhece a justiça. Sendo ela quem constitui as condições viáveis, para o exercício de outras virtudes, dentro da nossa sociedade.

Deste exposto, surgem vários outros questionamentos, e um deles atribuo notoriedade “ O Brasil é um país justo?” – Faz necessário interpretarmos “Brasil” de modo geral, englobando a sociedade como um todo, e seus poderes.  Eu me recuso a responder esta questão. Se faz mister, para encontrarmos uma resposta,  avaliarmos de forma crítica e categórica,  os fatos políticos e sociais do nosso país. Principalmente neste ano eleitoral e esportivo, cujas bandeiras de várias tribos sociais, se põem a tremular pelas ruas. E todos exigem mais direitos, mais liberdades, mais respeito, mais igualdade material (pois a moral não lhes interessa), mais aquilo alí, e mais aquilo lá (...)  - Sem ao menos terem a noção de quais seriam os seus Deveres morais, como cidadãos brasileiros.

A nossa democracia é precária. A nossa constituição tornou o Brasil ingovernável. A falta de investimentos na educação, fez com que a mídia se tornasse o melhor instrumento de busca pelo saber, capaz de nutrir o vazio intelectual - de determinados grupos – com seus ídolos e marcas que passaram a formar a Identidade Cultural daqueles que se corromperam.

Não me espanto por falar desta realidade fática. Mas fico indignado, quando surgem pessoas que criticam o dom de enxergar, daqueles que lutaram e lutam, para manter a ordem social democrática do país. É curioso notar a pretensão que estas pessoas têm ao afirmarem que somente atingimos a igualdade através da democracia. Se bem quisermos tirar a prova, basta indaga-los sobre o que seria esta tal falada democracia. É corriqueira a confusão que fazem entre democracia e voto. Mera tendência politiqueira arraigada na massa eleitoral.

Destarte, a liberdade poetizada pela democracia, e prevista na constituição federal, é totalmente FALACIOSA! - Porque a igualdade baseia-se no VALOR PESSOAL, e sabemos que, esta qualidade subjetiva, sempre será desigual. Afinal uma determinada pessoa pode ser melhor que outra, eis o critério da meritocracia. E esta superioridade de um, em face de outro, não é meramente material; mas, sim, intelectual e empírica.

Fala-se muito em falta de oportunidades para alguns, em face de outros tidos como privilegiados. Mas o que seria a oportunidade? Como ela nasce? – Estou certo de que devemos primeiramente nos superar e compreender a nossa representação social, para que as oportunidades possam surgir com naturalidade. Não digo, com estas palavras, que “X” é melhor que “Y” – mas digo que certos atributos de um se encaixam perfeitamente a determinados ramos sociais. Em contrapartida, o outro não terá a mesma posição, por ter uma qualidade diferente (superior/inferior ou especializada), própria para determinados afazeres não menos importantes para a manutenção da ordem.

Portanto, esta tal DEMOCRACIA BRASILEIRA é totalmente desqualificada. Porque para termos uma igualdade plena, é preciso que se reparta o poder e não apenas bens materiais. E quando digo poder, não pensem apenas no poder de aquisição, poder de liderança política, ou qualquer outra forma de poder que possa se materializar, através da compra ou da imposição do desejo do particular que o detem. Mas falo sobre o Poder poder – que seria não só uma mera repetição de palavras, mas um efeito fundamental que falta para a nossa sociedade, o poder de ter o direito de sermos iguais em nossa formação basilar. Poder ter o direito de nutrirmos uma corrente filosófica de pensamento, capaz de erradicar as diferenças dentro do nosso país, que são tão nocivas quando associadas a determinadas correntes ideológicas extremistas de todo o gênero – as famosas bandeiras do grupo dos minoritários e dos excluídos.

Vocês podem estar se perguntando “Você falou, falou e falou (...) mas ainda não consegui entender, a comparação da sofocracia com o Brasil..” – pois bem, trata-se de uma análise crítica, satírica e comparativa que poderá ser entendida neste final. Por exemplo:

 EXEMPLO DA "SOFOCRACIA BRASILEIRA" – O Ex-Presidente Lula estudou até a 5ª série do antigo Ensino Fundamental e "governou" o Brasil por 8 longos anos (...)”


Definição de Sofocracia: Modelo político em que o poder é confiado aos mais sábios. Para o Estado ser bem governado é preciso que os Filósofos se tornem "Reis" (presidentes) ou que "reis"(presidentes) se tornem filósofos para BEM instruírem seu Povo, aos moldes da sua sabedoria.

Será que conseguem notar algo de errado, com a nossa sofocracia democrática?

“C.F/88 - Art. 1º, parágrafo único. Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição.”

Pensem bem na hora de eleger os nossos representantes, neste ano. Pois eles são a imagem materializada daquilo que nós somos. Ou ao menos a grande maioria que os elegem.

ESTADO DEMAGÓGICO DE DIREITO

No Estado Demagógico de Direito (Demagogia: Política que favorece as paixões populares), a pessoa fala o que quiser, pois está exercendo o seu direito de liberdade de expressão ("Art. 5º, inc. IX -  é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"). Porém, se outra pessoa ouvir seus argumentos, e decidir contestar de forma categórica, qual seja expondo o seu ponto de vista sobre o fato, quais serão as consequências?

 Tendo em vista que ambos fizeram o uso de um direito constitucionalmente protegido, mas com argumentos contrários, que mal isto pode gerar?

Formulamos a seguinte questão:

1) - Cada qual dos oradores defende um ponto de vista. Logo o primeiro orador falou o que ele quis, segundo suas concepções filosóficas (presumimos que ele tenha alguma) e, como resposta indireta, do outro orador, ouviu o que não quis. Ou seja, algo que não o agradou. Pergunta-se: Qual será a sua atitude?


a) - ele ficará em silêncio, e respeitará a opinião do orador. Pois ele preza pelos dizeres de Voltaire: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las..";

b) - ele interpretará  como uma afronta o uso da liberdade de expressão, por parte do amigo orador, e usará de todos os princípios midiáticos (princípio do "politicamente correto"; Princípio do "Achismo"; princípio do "Você esta sendo preconceituoso"; Princípio do "Você é extremista, por expor uma opinião contrária a minha"; Princípio do "Que moral você tem para falar isso?"; Princípio do "Eu faço parte de um grupo majoritário, na sociedade, logo meu Argumento é de Autoridade"...) para formular um argumento ad hominem  (Exemplo ilustrativo de um Argumentum Ad Hominem - argumento contra a pessoa - "João diz que Ama São Paulo. Antônio, ao contrário, afirma que não consegue sentir amor por São Paulo. Logo, João retruca, contra a pessoa de Antônio: ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO VAI EMBORA, DESTA CIDADE?..)   capaz de provocar a Terceira Guerra mundial?

SIM!. Se você respondeu Alternativa B. Você acertou, e está preparado para seguir para o próximo nível de estresse, ante a ignorância humana, e a falta de respeito.


Senhoras e Senhores, ser ignorante virou moda, neste país? - ou será que tudo isso é um grande teatro de horrores, cujo palco é a sociedade, e os atores somos nós? - Presumo que, quando José Sarney foi perguntado  "O senhor costuma dizer que os constituintes terminaram aprovando uma Constituição que todo dia precisa ser consertada. Em sua opinião, foi aprovado um Frankenstein?" e respondeu:

"José Sarney – Creio que o que foi feito é mais grave. Foram incluídos na Constituição todas as reivindicações corporativas, tornando o país ingovernável, com um desbalanço entre seu poder e seu dever. Nosso sistema eleitoral é ainda o do voto uninominal proporcional, funcionando sem partidos. Nosso sistema de governo mistura a competência dos Poderes. O mecanismo da Medida Provisória tornou-se o principal meio de legislar.."

- Sou capaz de afirmar que ele também quis dizer, quanto ao termo "ingovernável", que será impossível, com uma constituição destas,
 termos um debate saudável, sem que uma das partes seja alvo de deturpações e ofensas, contra o que fora exposto de contrário a determinado grupo, ou pessoa.

Cito um caso real que presenciei. Leiam a frase:
- "A mulher nasceu para ser amada pelo o Homem, e por sua família. Pois entendo que a mulher seja a rainha do Lar.."  frase romântica, não? 


Mas não para uma pessoa que sente prazer, em enxergar apenas a maldade. É como li certa vez "O ser humano enxerga o seu próximo, valendo-se daquilo que ele o é interiormente." logo se ele for amor, verá seu próximo com este sentimento, sendo capaz de decifrar qualquer comportamento contrário; porém se ele for Ódio, jamais será capaz de olhar com amor o seu próximo, tornando-se um autoritário repulsivo, incapaz de enxergar o valor daqueles que o cercam. Digo que este efeito viral é causado pela bactéria do Senso Comum,  única capaz de ofertar a seguinte interpretação como resposta, a uma frase tão simples, como a citada logo acima:

- "O QUÊ? - ESTE SEU COMENTÁRIO FOI MACHISTA! ONDE JÁ SE VIU? FALAR QUE MULHER É A RAINHA DO LAR?. FOI-SE O TEMPO EM QUE NASCÍAMOS PARA SER "DO LAR". ISTO É SEXISMO.. BLÁ, BLÁ, BLÁ!!.."


Senhoras e Senhores, já seria muito lamentável ler tamanha besteira poetizada, graças a baixa capacidade de interpretação desta pessoa. Mas saber que isto foi proferido por uma estudante de Direito, sendo eu, um membro da classe, é como se parte de mim tivesse morrido. Confesso que, neste debate, onde surgiu tais frases, ainda fiz questão (ou a gentileza) de mostrar o "porque" a interpretação da nobre colega estava eivada de equívocos, citando uma definição tirada do dicionário, qual seja:


"LAR: s.m. Habitação doméstica de alguém.

Casa; família: casou-se para ter um lar."

Mas nem assim a pessoa foi capaz de mudar de opinião. Portanto, eu não tenho dúvidas de que o Governo está conseguindo, com muita propriedade e eficácia, fomentar este choque entre o Senso Crítico vs Senso Comum. Tendo em vista que é notável o empenho governamental, para implantar o sistema Gramsciano, no país, chamamos a atenção para um dos objetivos desta "conspiração" comunista, qual seja

"A hegemonia  que consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela análise de situação, de modo que quando o Comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isso deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo intelectual coletivo (o partido), que as dissemina pelos intelectuais orgânicos (ou, formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população.

É essa hegemonia, já adredemente fabricada, que faz com que todos os brasileiros, independentemente da idade, da condição sócio-econômica e do grau de instrução que tenham atingido, pensem de maneira uniforme sobre todo e qualquer assunto, nacional ou internacional. O poder de manipulação é tamanho que até mesmo o senso crítico fica completamente imobilizado, incapaz de ajudar o indivíduo a analisar as questões de maneira isenta."
 Fonte: 
http://www.emdireitabrasil.com.br/index.php/politica/457-a-estrategia-do-doutrinador-antonio-gramsci.html


Os fatos narrados acima são notáveis. Impossível não perceber esta massificação do pensamento de senso comum, por parte da comunidade virtual e, principalmente, pela comunidade acadêmica universitária. Eu não sei qual será o nosso fim. Mas sei que o início deste caos surge com a falta de investimento na Educação de Base, por parte do Governo. Pois esta é a única capaz de proporcionar os alicerces fundamentais, para o Homem formar o seu senso crítico e investir-se da sua Identidade Cultural. Como teremos cidadãos formadores de opiniões, sendo que, a maioria, encontra na mídia manipuladora, a sua principal fonte de sabedoria?

Seguindo a ordem dos fatos, fica um tanto compreensível, porém, inaceitável, que nos deparemos com pessoas capazes de enxergar o seu próprio Direito; e que permaneçam incapazes (realmente não querem, pois se aprazem com esta guerra ideológica que fomentam) de aceitar que, o seu próximo, também desfruta do mesmo Direito.

Nobres amigos, esta é a postagem inaugural do Blog. Foi uma crítica simplória, um tanto comum. Mas não pude deixar passar em branco. Espero que todos os leitores, e críticos, estejam afiados na DIALÉTICA ERÍSTICA, porque se dependermos da boa-fé da massa, que não sabe o que é respeito, mas insistem em gritar para que tenhamos respeito, por eles; será um tanto difícil chegarmos a um consenso, dentro de um debate, pelas vias do diálogo passivo.

Já dizia Voltaire aos "INTELECTUALÓIDES": "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las" .. - Que eles aprendam isto!